O que é?

Bem vindo ao “Mapa da Dor”. Uma nova maneira de pensar a dor.

O “mapa da dor” é uma maneira simples, porém didática de mostrar aquilo que uma pessoa com dor normalmente passa. A presença de uma dor crônica dificulta a percepção de qualquer outra coisa a não ser o desconforto.
O mapa modifica a perspectiva atual e abre um leque de possibilidades para lidar com a dor. A informação complexa transformada em simples é o meio escolhido para transportar as pessoas a um nível de compreensão e comprometimento mais adequado para lidar com a dor.


A mesma pessoa em épocas diferentes fazendo a mesma viagem.

O Mapa da Dor foi construído a partir da experiência de Rodrigo Rizzo em sentir-se “perdido” na busca de soluções para o alívio de sua própria dor e em relação à dor alheia.
A mesma pessoa, em duas épocas diferentes, saindo da mesma cidade e fazendo a mesma viajem. O que pôde ter acontecido de diferente? O objetivo da primeira viagem foi chegar primeiro sei lá aonde, ser o melhor e se destacar em sei lá o quê. Apesar de entender racionalmente que as sensações, sentimento e pensamentos eram inerentes a vida, parece que não eram valorizadas. A busca por algo “cegava” a verdadeira saúde. Ao longo da primeira viajem sentiu-se completamente perdido. Caminhava para um lado e para o outro sem saber se voltava ou prosseguia. Em um momento perdeu a noção por onde tinha passado e para onde deveria ir. Continuou caminhando, conheceu pessoas e passou por lugares desconhecidos, escuros e perigosos. Várias lesões e dores começaram a aparecer, mas não foram suficientes para fazer enxergar por onde estava indo. A incapacidade de realizar algumas atividades se transformou em ansiedade e preocupação. Não saber o que podia acontecer gerou muito medo. O corpo não podia mais correr, mas os pensamentos e a busca por soluções não paravam. Os objetivos que pareciam claros antes da viajem tornaram-se escuros e sombrios.

Enfim achou um atalho no “meio do lugar nenhum” que o levou a sua cidade natal. O que era “tudo” se tornou em “nada” e o que era “nada” se tornou “tudo”.
Depois, iniciou uma nova jornada. Passou pelos mesmos lugares com novos objetivos e “enxergando” si mesmo e o mundo de forma diferente. Estava determinado a aprender, curtir, conhecer, ajudar e sempre conhecer por onde passava sem perder de vista a sua “cidade do bem-estar”. Percorrendo, ora como um aventureiro para explorar ainda mais os detalhes do caminho. Ora como um guia para passar alguma coisa que aprendeu aos outros.
Com a ajuda dos outros e da sua própria experiência criou um mapa que está longe de ser perfeito, mas é útil e eficiente para quem está perdido e para quem não quer se perder tanto ao longo do caminho.

A construção do Mapa

Ao longo da vida, Rizzo aprendeu da maneira mais difícil – lidando com sua própria dor. E de uma maneira relativamente mais fácil – estudando a dor dos outros. Entender a si próprio ajudou a entender os outros. Entender os outros ajudou a entender si mesmo. A mudança de perspectiva permite uma percepção diferente do que está acontecendo.
Por isso o “Mapa da Dor” e seus conteúdos foram criados e vem ajudando muitas pessoas. Muitas pessoas contribuíram para sua elaboração: pesquisadores, amigos, professores e conhecidos. Todos com sua importância por despertarem insights ou esclarecerem conteúdos que pareciam obscuros. Para cada artigo, ilustração e pesquisa encontrada no site, várias referências bibliográficas foram utilizadas de forma consciente ou inconsciente. Todo o esforço será feito para dividir tais referências com os profissionais de saúde, pois uma de nossas propostas é esparramar o conhecimento para serem utilizados e refinados pelo público e pelos profissionais.
Algumas referências iniciais que apóiam a importância das informações na prevenção e tratamento de pessoas com dor crônica:
Butler, D. S., & Moseley, L. S. (2003). Explain pain. Adelaide: Noigroup Publications.
Jensen M. P. (2011) Hypnosis for Chronic Pain Management. Treatments that work.

Aprender como pensar a dor

“A verdadeira educação é aprender como pensar e não o que pensar”.
“…se realmente tiverem essa capacidade, então serão seres humanos livres…”
J. Krishnamurti
Chegamos a um momento na história que somos bombardeadas por informações ou podemos adquiri-la facilmente. Nem sempre somos capazes de explorar as informações úteis e identificar as inúteis. O desafio atual não é somente obter informação, mas saber utilizá-la.

Uma pessoa com dor tende a melhorar quando sabe como se sente, pensa e age.Seguir “cegamente” informações oferecidas pelos meios de comunicação ou pelos profissionais da saúde pode aprisionar as pessoas na “cidade da manutenção da dor”. É como receber informações de alguém e sair caminhando com os olhos vendados.

Existem dois movimentos importantes que devem ser estimulados: conscientização das pessoas sobre os aspectos que favorecem o desenvolvimento e a manutenção de uma dor; conscientização dos profissionais sobre o mesmo conteúdo de uma forma diferente para potencializar os resultados de melhora no manejo e alivio da dor crônica. A International Association for the Study of Pain (IASP) apóia e dá suporte para essa iniciativa.

O “Mapa da Dor” acredita que a dificuldade de entender as informações relacionadas ao desenvolvimento e persistência de uma dor impede que os profissionais façam um bom trabalho no manejo e alivio da dor. A mesma dificuldade tende a “aprisionar” uma pessoa à “cidade da manutenção da dor”.

Nossa filosofia é estimular como pensar. Acreditamos que somente dessa forma a ignorância é eliminada, o sofrimento é entendido e o manejo da dor pode ser realizado com eficiência.

 

Últimas Postagens

Onde estamos

Rua Jorge Augusto, 668 - São Paulo/SP
Celular: (11) 99303-2792
Website: http://mapadador.com.br
Email: contato@mapadador.com.br