Como usar?

O mapa é constituído por duas cidades: a “cidade do bem-estar” e a “cidade da manutenção da dor”. Ligadas por duas vias principais: a “rodovia da sobrecarga” e “rodovia da recuperação”. Talvez, nesse instante, você esteja em algum lugar dessas cidades ou em algum trecho dessas rodovias.
Algumas pessoas estão na rodovia da sobrecarga, tendendo a sentir dor. Outras estão com dor há meses ou anos e estão percorrendo a “cidade da manutenção da dor”. Onde além da sobrecarga física, estão passando pelo bairro da ansiedade, tomando um banho de informações inúteis, contornado a curva do tratamento mal sucedido, entre outros locais dessa cidade.
A mudança de percepção, motivação e atitude é capaz de levá-lo à “saída da oportunidade” em direção ao bem estar. Para isso o primeiro passo é identificar em qual parte do mapa você está nesse momento. O local pode variar a cada segundo então sugiro que olhe diariamente ao mapa até que fique parcialmente memorizado e possa ser utilizado a qualquer momento.
Outro ponto importante no “mapa da dor” é que quando você está em uma posição desfavorável para sua coluna, não é sua coluna que está caminhando na “rodovia da sobrecarga” ou na “cidade da manutenção da dor”. Eu nunca vi uma coluna, com duas perninhas, caminhando sozinha pela rua. Espero que você também nunca tenha visto. Então VOCÊ está caminhando. Por conta disso você pode direcionar suas atitudes ao bem-estar.


Cidade do Bem Estar

A ausência de dor favorece muito um estado de bem-estar. No entanto a presença de dor não necessariamente impede o bem-estar.
Como é possível sentir dor e ao mesmo tempo bem-estar? Da mesma forma que é possível sentir dor sem sofrer.
Como é possível sentir dor sem sofrer?
Se você analisar, o sofrimento só existe quando estamos pensando no passado ou no futuro. Ou seja, querendo se livrar da dor para reviver situações do passado ou por imaginar o que deveria estar sentindo e não está sentindo no momento presente. Quando sentimos uma dor, há uma tendência de “fugir” ou de “lutar” contra a sensação (se livrar dessa sensação o mais rápido possível).
Em casos de dor recente, medidas desse tipo geram um sofrimento de curta duração e nem sempre incomodam muito. No caso de dores persistentes a vida torna-se uma batalha, levando algumas pessoas a desistirem e entrarem em depressão. A falta de aceitação da dor normalmente é mais dolorosa que a própria dor. Aceitar a sensação, assumir a responsabilidade dos fatores que podem piorar ou aumentar a dor significa aliviar a maior parte do sofrimento de uma dor. Não é fácil, mas essa atitude leva uma pessoa a encontrar paz mesmo com dor. Existem vários relatos de pessoas que retornam freqüentemente à “cidade do bem-estar” mesmo com uma doença terminal ou com uma dor crônica. Atualmente sabemos que existem estratégias que podem conduzir uma pessoa da “cidade da manutenção da dor” até a “cidade do bem-estar” mesmo que ela ainda sinta dor.
Mesmo as pessoas que apresentam dores que provavelmente vão ser eliminadas pelos tratamentos disponíveis, tenderão a agir de maneira mais assertiva se conhecerem com clareza por onde estão caminhado.

Rodovia da Sobrecarga

Farol Psicossocial
A maioria das dores, exceto talvez aquelas causadas por acidentes, é desenvolvida por três principais motivos:
Pela incapacidade de perceber pequenos sinais que levaram a sobrecarga. Se você estiver sentado lendo esse texto e não perceber uma tensão desnecessária no seu ombro, a tendência de sentir dor algum dia é maior. E se perceber agora uma tensão desnecessária no seu ombro, talvez essa tensão já esteja aí há muito tempo. As pessoas costumam sentir a sobrecarga no corpo muito próxima na dor ou somente quando existir a dor.Pela incapacidade de agir assertivamente para impedir a continuidade da sobrecarga. Perceber a tensão desnecessária no seu ombro e não fazer nada, dificilmente vai impedir sua descida pela rodovia da sobrecarga. Somente se tiver a capacidade de encontrar melhores posições, você poderá reverter o processo da sobrecarga.Pelos aspectos emocionais e cognitivos que modificam o filtro das sensações. Se uma pessoa está insatisfeita com o trabalho que está fazendo, por exemplo, talvez possa perceber o desconforto de uma dor com mais facilidade. Uma pessoa que já tem uma expectativa aumentada de que certa situação gera dor, tende a sentir uma dor mais intensa ou responder de maneira diferente aos estímulos que afetam o corpo.
A partir da existência de uma dor, os aspectos psicossociais interferem muito na persistência ou na melhora. Esses aspectos vão ser explorados dentro da “cidade da manutenção da dor”.

Pedágio da Repetição
Todas as estruturas corporais apresentam capacidades e limites. Uma pessoa que corre por 30 minutos gera um número de impacto nos joelhos. Se a pessoa está preparada para suportar o número de repetições, a tendência de sentir dor será menor. Caso suas estruturas não estejam preparadas, um dia pode sentir dor. Existem outros fatores que influenciam a dor e por isso é preferível utilizar a palavra “tendência”.
A sobrecarga causada pela repetição, não necessariamente é ocasionada por movimentos exatamente iguais. Uma mulher que trabalha digitando no computador durante 8 horas de trabalho e quando chega em casa tem que cozinhar, está utilizando músculos e articulações em comum em atividades diferentes. Se essas estruturas não estiverem preparadas ou se a repetição se combinar com outros fatores de sobrecarga, a tendência de sentir dor aumenta.

Posto da Permanência
Qualquer estrutura corporal ou psicológica precisa variar para manter-se saudável. É fácil de perceber isso quando temos que permanecer na mesma posição por muito tempo ou quando nos forçamos a viver prolongadamente de maneira incongruente aos nossos valores (trabalhar no que não gostamos ou fazer algo que não acreditamos). Os tecidos corporais são exigidos mais do que estão preparados para suportar e dessa forma a tendência de dor aumenta. O conflito entre o que queremos e o que estamos fazendo também sobrecarregam o corpo quando excede o limite individual. Como a presença de uma dor normalmente não depende de um único fator, é a combinação daquilo que acontece na “rodovia da sobrecarga” que determina a tendência de dor.

Posto do Posicionamento Inadequado
Para cada atividade e em cada momento, existe um posicionamento que cumpre sua função e ao mesmo tempo estressam o mínimo possível as estruturas corporais. Você pode estar sentado agora em uma posição que talvez não seja aquela que gera menos estresse na sua coluna. Combinado com a permanência, repetição e aspectos psicossociais podem interferir na tendência de sentir dor. O posicionamento pode variar de muitas maneiras. Quanto mais consciência corporal você tiver, maiores são as chances de encontrar uma melhor posição.

Cidade da Manutenção da dor

Cerca de 30% da população dos países industrializados estão na “na cidade de manutenção da dor” ou da dor persistente. Quando estamos nesta cidade, sentimos dor muitas vezes ao dia e em muitos casos constantemente. A ansiedade de não saber o que realmente está acontecendo, gera pensamentos negativos e estados emocionais depressivos. A busca incessante pela recuperação torna a vida uma batalha constante. Com o tempo gera mais desânimo, pois muitos tratamentos são mal sucedidos. A conversa com conhecidos ou com profissionais de saúde mal orientados aumenta a preocupação com o problema. O medo de sentir dor leva as pessoas a evitarem movimentos e atividades do dia a dia. A cada situação evitada, o medo se fixa mais ainda e os músculos ficam destreinados para estabilizar e gerar movimentos efetivos. O risco de mais sobrecarga nas articulações e nos músculos aumenta proporcionalmente. O lazer, o sustento da família e a autoestima ficam prejudicados porque a dor dificulta não só o movimento, mais também a concentração e a sociabilização. Estar na cidade da manutenção da dor é como ficar perdido, procurando e não encontrando saída (saída da oportunidade).

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