Viabilizando a fisioterapia baseada em evidencias nos consultórios

Viabilizando a fisioterapia baseada em evidencias nos consultórios

Usando as guidelines

1 – Antes da avaliação (antes do primeiro encontro):
1.1 – Perfil do seu paciente:
Tudo começa com a ligação do seu possível paciente ao seu consultório. Após conversar com você mesmo ou com a recepcionista, o paciente sente firmeza e decidi marcar uma avaliação. Nesse instante começa a pratica baseada em evidencias! Ao agendar o paciente a recepcionais deve anotar seus dados demográficos (principalmente nome, gênero, idade, estado civil, profissão, peso, escolaridade, lazer, atividade física e queixa principal, tempo da queixa). Porque? Você vai saber adiante.

A recepcionista entra em contato com você para lhe informar sobre a data da avaliação e os dados demográficos do paciente.

1.2 – Em busca das guidelines
Antes dessa avaliação você deve se preparar para o primeiro encontro. Como? Vá até um computador com conexão a internet, entre no google ou em algum banco de dados (PubMed, PEDRo…), procure as palavras chaves relacionadas a queixa principal do paciente e a palavra Guidelines. Exemplo: chronic low back pain guidelines. Escolha o artigo mais recente e que classifica as recomendações em níveis de evidencias cientificas.

As guidelines são feitas por um grupo de pesquisadores que acha, seleciona, qualifica e quantifica as pesquisas mais recentes sobre um determinado assunto. E dessa forma tentam recomendar o diagnostico, prognostico, mensurações e intervenções para uma determinada condição.

1.3 – Com as guidelines nas mãos:
Leia as Guidelines e identifique o perfil do seu paciente (por exemplo, dor lombar crônica não especifica, idoso).
Uma vez feito isso, entenda os diferentes fatores que podem perpetuar a dor de um paciente nessas condições.
Verifique os testes físicos e questionários recomendados e validados que avaliam esses fatores. Verifique quais desses questionários foram traduzidos e validados para o português e os separe para entregar ao seu paciente na primeira sessão ou segunda sessão.
Veja quais são as intervenções e seus níveis de evidencia em indivíduos com o mesmo perfil de seu paciente.
Veja quais dessas intervenções você tem treinamento em utilizar. Caso não tenha habilidade em alguma delas, procure uma formação.

2- Avaliação:
Agora sim, você pode receber seu paciente no consultório para a primeira sessão!
Se você seguiu todos esses passos, sua avaliação será baseada em evidencias. Estará apto para falar ao paciente sobre o que está acontecendo com ele; como você soube disso (estudos, testes físicos realizados no paciente…); quais são os possíveis caminhos que ele pode tomar (prognostico); quais sao os comportamentos vantajosos e desvantajosos que podem influenciar seu caminho; e as intervenções indicadas especialmente para ele; e seus efeitos benéficos e provável numero de sessões.

Agora, você pode pensar:
“Eu não confio nessas guidelines”
“Eu acho as guidelines sobre a condição do meu paciente muito antiga”
“Eu tenho algumas intervenções que não são citadas nas guidelines, mas eu acredito que funcionaria”

Espere as cenas dos próximos capítulos…

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