Uso de Medicamentos Opióides no Tratamento da Dor Crônica Não Relacionada ao Câncer

Uso de Medicamentos Opióides no Tratamento da Dor Crônica Não Relacionada ao Câncer

Nos últimos 15 anos, temos visto um aumento dramático na prescrição de opióides para dor crônica! Durante este período, o abuso de drogas prescritas e o uso excessivo aumentou gerando uma epidemia de heroína na Pensilvânia “, disse o secretário do Programa de Drogas e Álcool, Gary Ténis. Porque o uso excessivo torna-se ruim aos pacientes??

1- presença de efeitos adversos; 2- altos custos para o indivíduo e para sociedade; 3- presença de vicio (a pessoa não consegue parar) e tolerância ao medicamento (cada vez mais precisa-se de quantidades maiores para conseguir o efeito);  4- pode reforçar uma crença e comportamento desvantajoso por exemplo: comportamento passivo, sem aderência as orientações e auto-cuidados…

Pensando nisso, recentemente, o estado da Pennsylvania elaborou um guidelines (diretrizes) para reduzir essa epidemia. Esse guidelines sugere que os profissionais da saúde coloquem em pratica esses cuidados ao tratar pacientes com dor crônica não relacionadas ao câncer:

1- avaliação para saber se o paciente tem risco de ter um comportamento inadequado para o uso. Para isso pode usar alguns questionário validado (ver mais: http://www.bumc.bu.edu/cme/files/2013/03/Predicting-aberrant-behaviors-in-opioid-treated-patients-preliminary-validation-of-the-opioid-risk-too-with-permissionl.pdf);

2- opioide não deve ser usado como uma modalidade de tratamento isolada (ou seja, so pode ser usado se a pessoa estiver fazendo fisioterapia e/ou passando por psicólogo e outros profissionais de uma equipe interdisciplinar de preferencia);

3- pacientes com apeia obstrutiva do sono podem ter risco aumentado com o uso de opioides;

4-  antes de indicar opioides o profissional deve discutir com os pacientes os benefícios, riscos e os cuidados ao tratamento. Deve orienta-lo precisamente para não haver duvidas;

5- antes de um uso de opiodies de forma crônica, o paciente precisa saber dos riscos e de que a eficácia não existe para todos os pacientes;

6- a dose individual e de ajuste precisa ser individualizada ao paciente. Sendo baseada no estado de saúde, uso prévio, resposta ao tratamento, e efeitos adversos observáveis;

7- saber que pacientes que tomam medicamentos benzodiazepinicos quando combinados com opioides apresentam efeitos adversos mais sérios;

8- ser criterioso em receitar metadona porque apresenta efeitos adversos mais graves;

9- pessoas idosas precisam ter acompanhamento mais frequente, começar com doses menores com mais espaço entre as doses;

10- saber que pacientes com problemas psiquiátricos tendem a ter riscos maiores;

11- o paciente não pode pegar receitas de medicamentos opiáceos no pronto socorro ou emergência;

12- quando a dosagem eh aumentada, o paciente deve saber dos riscos cognitivos e receber mais acompanhamento;

13- quantidades aumentadas, mais de 100mg/dia não esta associada a maior alivio da dor. E esta associada a maiores riscos de problemas;

14- os médicos devem reavaliar os pacientes que usam opioides regularmente e fazer ajustes baseado nas circunstancias;

15- profissionais da saúde devem ficar atentos ao uso aberrante e encaminhar ao medico com essa observação;

16- profissionais precisam estruturar sua terapia para evitar interferências com o medicamento (fisioterapeuta pode escolher o melhor horário para fazer a sessão, dar mais ênfase em uma ou outra abordagem terapêutica, por exemplo). Mais informações: http://www.pamedsoc.org/DocumentVault/VaultPDFs/PatientcarePDFs/opioid-guidelines-PDF.html

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