Pensamentos catastróficos aumentam as chances da prescrição de medicamentos em pacientes com dor crônica

Pensamentos catastróficos aumentam as chances da prescrição de medicamentos em pacientes com dor crônica

O uso exagerado de opioides pode ser desvantajoso para os pacientes por causa dos efeitos adversos, altos custos para o indivíduo e para sociedade, alivio da dor pequeno em muitos casos, presença de vicio (a pessoa não consegue parar), presença de tolerância ao medicamento (cada vez mais precisa-se de quantidades maiores para conseguir o efeito), pode reforçar uma crença e comportamento desvantajoso como por exemplo, o comportamento passivo, falta de aderência as orientações. Sobre opioides veja o artigo postado no Mapa da Dor.

Estudos costumam mostrar que pessoas que relatam altos níveis de intensidade da dor em uma consulta médica tem maiores chances de receber medicamentos opioides de seus médicos. Agora, será que a presença de pensamentos catastróficos, junto com a intensidade da dor pode aumentar ainda mais a chance de uso de opioides?

Pesquisadores analisaram os prontuários de mais de 1.500 pacientes com dor crônica. Viram se usavam ou não opioides, os níveis de pensamentos catastróficos medido por uma escala especifica (PCS) no momento da prescrição do medicamento, e a intensidade da dor no momento da prescrição do medicamento.

Os pesquisadores encontraram que 57% de todos esses pacientes usavam opioides e que quanto mais alta era a intensidade da dor maior era a chance do uso de medicamento em pacientes com dor crônica. Quando a altos níveis de intensidade da dor eram combinados com mais altos níveis de pensamentos catastróficos, a chance da prescrição de opioides aumenta!

O interessante é que as mulheres que apresentaram pensamentos catastróficos tiveram maior chance de usar opioides do que os homens. No caso dos homens, parece que os pensamentos catastróficos não interferem tanto na decisão do médico prescrever opioides. Parece que as mulheres influenciam mais os médicos e de alguma forma os fazem prescrever mais opioides. As mulheres parecem que tem mais facilidade de se mostrarem mais ameaçadas com a dor do que os homens.

Esse é mais um estudo que nos faz ficar curiosos em saber o efeito de uma intervenção destinada aos pensamentos catastróficos antes de uma consulta médica, com o objetivo de reduzir a prescrição de medicamentos e já oferecer recursos psicológicos para o controle da dor.

 

Referência: Pain Catastrophizing Moderates Relationships between Pain Intensity and Opioid Prescription: Nonlinear Sex Differences Revealed Using a Learning Health System.doi: 10.1097/ALN.0000000000001656 

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